O LIVREIRO

sábado, 27 de fevereiro de 2010

TAMBORES DO PICADOR


ABASTECIMENTO DE ÓLEO: P365 2" Comercial para engrenagens 62gpm
EATON Vickers VQ 35 25 62gpm


MOTORES:
6/8 Lâminas - centro de 15" charlynn série 10.000 40,6 pol cub
Velocidade do eixo 178rpm



VÁLVULA DE CONTROLE: Vickers, funcionamento pilotado
VÁLVULA DE ALIVIO: Vickers, integrada 2750psi

PLANTADORA DE CANA PICADA PCP 6000


Descrição:
Equipamento com projeto industrial desenvolvido em parceria com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), a PCP 6000 destina-se a realizar o plantio mecanizado da cana-de-açúcar, fazendo todas as operações do plantio da cultura de uma só vez em 2 linhas, com desempenho operacional de aproximadamente 1 ha por hora.
A plantadora é tracionada por trator com potência mínima sugerida de 180 hp, através de torre com engate em 3 pontos com articulação tipo pino-bola para facilitar as manobras e caracteriza-se pela grande simplicidade de funcionamento.
Possui 2 sulcadores tipo beija-flor com desarme automático, regulagem de espaçamento e profundidade do sulco, adubadeira tipo caixa de aço inoxidável, com capacidade para cerca de 1.250 kg de adubo com sensor de nível, cuja distribuição é feita através de rosca sem fim de aço inoxidável acionada por motor hidráulico com válvula de regulagem de fluxo de óleo, o que permite calibrar a quantidade de adubo a ser aplicada com maior exatidão e facilidade.
Possui também uma caçamba com capacidade de 24 metros cúbicos para 6 toneladas de rebolos, que devem ser colhidos por colhedoras preparadas com kit’s especiais para colheita de mudas e abastecida por transbordo. A caçamba possui uma divisão central o que evita que as mudas se acumulem em um dos lados devido à declividade do terreno.
A distribuição das mudas é feita através de 2 esteiras transportadoras compostas por 16 taliscas cada uma dispostas alternadamente, para proporcionarem uma distribuição uniforme das mudas no sulco. As esteiras são acionadas por um motor hidráulico com válvula de regulagem de fluxo de óleo, através da qual pode-se regular a velocidade das esteiras e conseqüentemente a quantidade de gemas por metro linear de sulco.
A plantadora é equipada com um dispositivo hidráulico que empurra a traseira da caçamba, o que mantém constante o fluxo de mudas nas esteiras transportadoras, até o término dos rebolos na caçamba.
Uma cabine climatizada cujo acesso se dá por escada e plataforma com corrimão, permite a um operador, por meio de alavancas e outros controles, operar o mecanismo transportador e dosador das mudas para as esteiras e o cobridor dos sulcos. O operador controla ainda a operação do sistema aplicador de inseticidas e a necessidade do reabastecimento de adubo.
A PCP 6000 possui também um conjunto aplicador de inseticidas para pragas de solo, composto por tanque com capacidade para 310 litros, filtro, bomba elétrica, válvula reguladora de pressão e 2 bicos anti-gotejantes que pulverizam a calda do inseticida diretamente sobre os rebolos.
A plantadora é equipada com cobridor oscilante para os dois sulcos de plantio composto por 2 rolos acamadores dos rebolos no fundo do sulco, 4 discos côncavos fixados em braços oscilantes com regulagem de ângulo de trabalho e 2 rolos compactadores de cantoneiras que comprimem a terra sobre os rebolos, evitando a formação de bolsas de ar.
Possui eixo tandem com 4 pneus de baixa pressão e 2 rodas estabilizadoras e controladoras de profundidade.

Características:
- 2 sulcadores com asas revestidas de polietileno, com desarme automático, espaçamento regulável para 1,40 e 1,50m e regulagem de profundidade feita através das rodas estabilizadoras com pneus Super Flotation 10,5/80 x 18 - 10 lonas.
- Adubadeira tipo caixa de aço inoxidável com capacidade para cerca de 1.250 kg, com sensor de nível de adubo e distribuição por rosca sem fim de aço inoxidável, ou por esteiras.
- Acionamento da adubadeira por motor hidráulico e calibragem da quantidade do adubo a ser aplicada através de válvula derivadora de fluxo de óleo.
- Caçamba com volume de 24 metros cúbicos e capacidade para 6 toneladas de mudas, com divisor central e complementos laterais e traseiros.
- 2 esteiras transportadoras de rebolos com 16 taliscas cada uma dispostas alternadamente, acionadas por motor hidráulico com controle de velocidade, para regulagem do número de gemas por metro linear de sulco.
- Sistema hidráulico para empurrar a traseira da caçamba, que mantém constante o fluxo de mudas nas esteiras transportadoras até o término dos rebolos armazenados na caçamba.
- Tanque com capacidade para 310 litros de calda inseticida.
- Bomba elétrica e 2 bicos anti-gotejantes para pulverização da calda inseticida sobre os rebolos.
- Reservatório com capacidade para 17 litros de água limpa, não potável.
- Cobridor oscilante composto por 2 rolos acamadores dos rebolos no fundo do sulco, 4 discos côncavos fixados em braços oscilantes com regulagem de ângulo de trabalho e 2 rolos compactadores de cantoneiras que evitam a formação das bolsas de ar na cobrição dos rebolos.
- Cabine climatizada com banco, alavancas e painel de controle para comandos do operador.
- Eixo tandem com 4 pneus de baixa pressão 500/45 x 22,5 - 12 lonas.
- Altura de 4.30 metros.
- Comprimento de 7,60 metros.
- Largura de 3,65m em operação (para transporte, largura de 2,60m).
- Bitola de 3,00m para espaçamento, de 1,50m e 2,80m para espaçamento de 1,40m.
- Peso de 7.700 kg (vazia).
- Engate por três pontos.
- Rebolos de até 45cm.
- Velocidade de trabalho de 5 à 6 km/h.
- Raio de giro de 7,30m.
- Desempenho operacional ao redor de 1,0 ha/h.

Potência mínima sugerida: 180 hp.

FONTE: www.dmb.com.br

TRANSPORTE DE CANA

NOTICIAS


Com relação à cana-de-açúcar, as intensas chuvas no mês de setembro, período tradicionalmente mais produtivo para a moagem, prejudicaram a produção de açúcar e etanol. A moagem na segunda quinzena de setembro foi de 29,89 milhões de toneladas, basicamente o mesmo volume esmagado na primeira quinzena, porém inferior em 11,06% ao volume esmagado na mesma quinzena da safra anterior, que foi de 33,61 milhões de toneladas. No acumulado até o final de setembro, o volume de cana processada foi de 377,5 milhões de toneladas, 7,7% superior aos 350,4 milhões na safra 2008/2009. Dos 30 dias disponíveis para moagem em setembro apenas 20 foram aproveitados. Quando observada a média histórica de 27 dias, conclui-se que somente nesse mês deixaram de serem processadas mais de 19 milhões de toneladas de cana. Estes números resultam de condições climáticas desfavoráveis à colheita da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país. Enquanto a precipitação pluviométrica mensal do mês de setembro nos últimos 40 anos foi de 65 mm, em setembro de 2009 o volume foi superior a 180 mm, quase três vezes a média histórica. Uma situação, aliás, que vem ocorrendo desde o mês de julho. Quanto à transformação da matéria-prima em produtos, que corresponde à obtenção de Açúcares Totais Recuperados por tonelada de cana processada (ATR), em setembro de 2009 foram obtidos 138,8 quilos, cifra 19 quilos abaixo da média das últimas quatro safras (157,8 quilos por tonelada). No período de abril a setembro de 2008 foram obtidos 140,1 quilos de ATR, enquanto nesse ano, também no mesmo período, o resultado é de apenas 132,2 quilos. Quando comparada apenas a segunda quinzena de setembro, o resultado é de 138,0 quilos nessa safra, contra 159,0 na mesma quinzena da safra anterior. Do total de cana processada, 43,7% foram destinados à produção de açúcar e 56,3% ao etanol. A produção ocorrida no mês de setembro já havia sido incorporada na revisão da safra, portanto sem motivos para alterar os números revistos para a safra 2009/2010 que foram divulgados no mês de setembro. A entidade continua com a previsão da produção de 29,3 milhões de toneladas de açúcar e de 23,7 bilhões de litros de etanol no ciclo 2009/2010.

O Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, anunciado pelo governo federal, proíbe o plantio de canaviais em dois biomas brasileiros: Amazônia e Pantanal. Não diz nada sobre o Cerrado, que já carrega nas costas o peso de metade do agronegócio brasileiro e agora terá de abrir espaço também para a produção de biocombustíveis. Um fardo e tanto para um bioma que já tem 52% de sua área ocupada, segundo dados inéditos da Universidade Federal de Goiás (UFG). A única região do Cerrado onde o plantio de cana foi vetado pelo zoneamento é a Bacia do Alto Paraguai - não por fazer parte do bioma, mas porque é onde nascem os rios que abastecem o Pantanal. A impressão é que foi uma decisão puramente política, segundo o diretor do Programa Cerrado-Pantanal da ONG Conservação Internacional, Mario Barroso. Ele aplaude a iniciativa do governo, mas cobra uma explicação técnica para as decisões. Segundo ele, o decreto parte do pressuposto de que na Amazônia, no Pantanal e no Alto Paraguai não pode plantar cana, mas não dá justificativa para isso. Sem esses critérios, ficará difícil defender o zoneamento de críticas de produtores e governadores infelizes com a exclusão de determinadas áreas. Já os ambientalistas ficam sem argumentos técnicos para exigir a inclusão de áreas semelhantes que estão fora desses biomas. O critério político do zoneamento fica claro na região central de Mato Grosso. Onde é Cerrado, pode plantar cana; onde é Amazônia, não - nem mesmo onde a floresta foi desmatada há muito tempo. Justamente no momento em que a velocidade do desmatamento no bioma parece estar arrefecendo - segundo os dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) da UFG -, a expansão dos canaviais ameaça alterar significativamente a dinâmica de ocupação do Cerrado e de seus biomas vizinhos. O zoneamento restringe a plantação de cana em “áreas com cobertura vegetal nativa”, mas não deixa claro se produtores com autorização legal para desmatar serão impedidos de plantar canaviais. No Cerrado, o Código Florestal permite desmatar até 80% da propriedade. A estratégia do governo e da indústria para garantir o selo verde do etanol brasileiro é assegurar que a expansão da cana só ocorra sobre áreas já abertas, de pastagens degradas ou subutilizadas, sem competir com a produção de alimentos nem agredir o meio ambiente. Isso é certamente possível e desejável. A dúvida é se será colocado em prática. Segundo estudo ainda não publicado da Conservação Internacional, 60% da expansão da cana no Cerrado entre 2003 e 2008 ocorreu sobre áreas de produção agrícola, 33% sobre pastos e 4% sobre vegetação primária. As pastagens que estão sendo ocupadas não são degradadas, são altamente produtivas, segundo Barroso, um dos autores do estudo. A lucratividade da cana é tão grande, segundo ele, que está substituindo até mesmo a soja. Em outro estudo, feito antes do zoneamento, pesquisadores do Lapig estimaram em 89,5 mil km² a área viável para expansão da cana sobre o Cerrado, o que permitiria triplicar a área plantada com canaviais. O estudo considera questões ambientais e econômicas. Apesar disso, Nilson Ferreira, um dos autores, acredita que a maior parte da expansão da cana ocorrerá não sobre pastagens, mas sobre lavouras, onde o solo é mais fértil. A produção de grãos será impactada, sem dúvida. O espaço nobre do Cerrado já foi ocupado. Não há mais solos bons para onde essa agricultura possa ir com facilidade, segundo ele. No fim das contas, poderá sobrar também para a Amazônia. O zoneamento reforça o receio de que, ao ocupar áreas de agricultura e pecuária, a cana-de-açúcar empurre essas atividades para outras regiões. Principalmente para cima da floresta amazônica, onde a terra é barata e a chuva mantém as pastagens verdes o ano todo. A recuperação e a ocupação de pastagens degradadas, associadas ao sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), seria a melhor maneira de evitar essa migração. O problema é que ninguém sabe exatamente onde estão essas pastagens ou qual é a condição delas. “Degradada” é um termo genérico, usado para designar pastagens que estão produzindo abaixo da capacidade - o que pode incluir desde um campo invadido por ervas daninhas até as terras completamente esgotadas, sem fertilidade, onde o capim nem cresce mais. A única informação existente hoje sobre pastagens no Cerrado é onde elas estão. Não se sabe nada sobre sua condição, segundo Laerte Ferreira, diretor do Lapig. Um dos projetos em andamento no laboratório tem justamente como objetivo mapear e qualificar o estado dessas pastagens. Sem essa informação não há como planejar o uso dessas áreas adequadamente, segundo Ferreira. Para o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, o temor de que a cana venha destruir o Cerrado é infundado. Segundo ele, a cana só pode ser plantada em áreas já alteradas pelo homem. A cana é a primeira atividade que não poderá crescer desmatando. E isso vale para qualquer bioma.


No mercado de açúcar, os preços registram forte alta neste ciclo 2009/2010. Com valorização acumulada de 95,75% em 2009, sempre segundo o critério de preços médios mensais, a commodity segue sustentada pela menor oferta da Índia, segundo maior país produtos (atrás do Brasil), na temporada 2009/10. O ritmo da colheita de cana no Centro-Sul brasileiro, ainda lento, também oferece sustentação. Nas últimas semanas, a commodity rompeu a barreira dos 24 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, e a expectativa é que os 25 centavos de dólar por libra-peso também sejam superados nos próximos dias. Os preços do açúcar devem continuar sustentados em níveis historicamente altos em 2010 já que a Índia terá dificuldade em recuperar a produção doméstica. As cotações atingiram o maior nível em 28 anos. O déficit na produção mundial de açúcar vai diminuir para 8,1 milhões de toneladas de açúcar em 2010, contra os atuais 12,3 milhões de toneladas em 2009. Segundo relatório divulgado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção acumulada até a segunda quinzena de setembro é de 20,77 milhões de toneladas, 8,96% superior aos 19,06 milhões de toneladas, produzidos no mesmo período da safra passada. A entidade continua com a previsão da produção de 29,3 milhões de toneladas de açúcar.

No mercado de álcool, a tendência é de continuidade da alta dos preços. A previsão é de uma produção de 23,7 bilhões de litros de etanol no ciclo 2009/2010. No acumulado da safra (abril/setembro), o volume destinado ao mercado interno foi de 11,9 bilhões de litros, contra os 10,2 bilhões de litros destinados no mesmo período do ano anterior. Em relação ao mercado externo, o volume destinado no período de abril a setembro de 2009 foi de 2,1 bilhões de litros, 12,52% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado (2,41 bilhões de litros). A maior redução nas exportações é do etanol anidro, de 58,03%, embora tenha ocorrido incremento nas exportações do etanol hidratado de 42,46%. Após mais de dois anos com preços não remuneradores para o produtor, a recuperação nos preços do etanol resulta de dois principais fatores: maior demanda em razão do crescimento da frota flex e da competitividade do etanol frente à gasolina; a redução da produção observadas as limitações de moagem ocorridas desde o mês de julho de 2009. Com 66% da safra 2009/2010 percorridos, o estoque de etanol acumulado pelas destilarias do Centro-Sul do Brasil durante o período de produção, entre abril e outubro, é de 2,414 bilhões de litros, 14,6% menor que acumulado em igual período da safra passada. No início de outubro de 2008, o volume atingia 2,829 bilhões de litros. No sentido inverso, a demanda pelo combustível cresceu 16,81%, se comparados os mesmos períodos, o correspondente a 1,713 bilhão de litros, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Como a oferta de etanol caiu 3,08%, de 16,9 bilhões de litros, para 16,4 bilhões de litros no período, ou 500 milhões de litros, o resultado natural foi a disparada nos preços do combustível renovável nas unidades produtoras, de quase 59% entre o início de abril e o início de outubro. O reajuste nas destilarias foi devidamente repassado aos postos e aos consumidores do etanol hidratado, cuja produção corresponde a 75% do total. Segundo a Unica, o cenário só não foi pior porque as exportações de álcool recuaram 28% entre abril e outubro de 2008 e de 2009, o que corresponde a um volume de 821,48 milhões de litros que, teoricamente, foi produzido para o mercado interno. Outro fator que evitou uma disparada ainda maior no preço do combustível foi o alto estoque de etanol no início da safra 2009/2010, de quase 2 bilhões de litros. Na prática, foi consumido o estoque do ano passado, porque a oferta do álcool caiu até agora. Na atual safra, ocorreu atraso na moagem da cana e na produção de álcool em virtude das chuvas constantes durante a colheita. É natural que o controle na demanda venha a ocorrer pelo consumidor de hidratado que possui um carro flex fuel. O preço do etanol hidratado aumentaria até se tornar inviável economicamente diante do da gasolina, o combustível de petróleo seria preferido na hora do abastecimento e a procura pelo álcool cairia. Isso mostra a falta de maturidade e de planejamento do produtor e do governo, que sabem que cana é agricultura e tem um risco e que deveriam avaliar antes de o problema ocorrer. O mercado do etanol será regulado pelo consumidor de flex fuel, dono de 36% da frota brasileira de veículos, e que optará por abastecer com gasolina quando o preço do álcool atingir 70% do valor do combustível de petróleo. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Estado de São Paulo, o preço do álcool ainda é de 55% do valor da gasolina. Esta competitividade do etanol em relação à gasolina está se mantendo em cerca de 17 estados brasileiros, mesmo com a alta do etanol. O consumidor que está preocupado com a relação energética e com o bolso vai migrar para a gasolina. Não deverá faltar combustível ao consumidor que optar por abastecer o seu carro com etanol a qualquer preço. Para esse consumidor não vai faltar etanol.


Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica

Especial: Perspectivas para 2010

COLHEDORA MAPEIA PRODUTIVIDADES EM CANAVIAIS


Um monitor de produtividade, específico para a cultura de cana-de-açúcar, é a mais nova ferramenta criada por uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, dentro do conceito de agricultura de precisão. As adaptações realizadas em colhedora de cana-de-açúcar permitem ao sistema obter informações para elaborar mapas de produtividade, cujo objetivo é permitir um melhor gerenciamento da área de plantio, com maior lucratividade por hectare. Para Domingos Guilherme Pellegrino Cerri, um dos pesquisadores responsáveis pelo sistema, trata-se de uma ferramenta muito importante, principalmente porque a cana-de-açúcar tem participação expressiva na economia brasileira. “São aproximadamente 5,5 milhões de hectares plantados, que movimentam anualmente cerca de R$ 13 bilhões, o equivalente a 2,3% do PIB brasileiro. Esse novo sistema deve contribuir para um melhor gerenciamento da produção agrícola com o objetivo de reduzir custo e aumentar a competitividade”, afirma.



Projeto integra programa da Fapesp

Instrumentação – O sistema desenvolvido utiliza células de carga como instrumento de determinação do fluxo da matéria-prima colhida e é capaz de medir a quantidade de cana que passa pela esteira antes de ser lançada ao veículo de transbordo. Estes dados, juntamente com as informações obtidas por um GPS instalado na colhedora, permitem a elaboração de um mapa digital que representa a superfície de produção para a área colhida. Além destes equipamentos, sensores como radar, transdutores indutivos e pick-up magnético estão instalados na colhedora para fornecer a velocidade de deslocamento da máquina, condição do corte de base e esteira, além do sinal de controle de início e fim da aquisição de dados, reduzindo-se, assim, erros provenientes de paradas indesejadas, troca de transbordo e de manobra de cabeceira. Esses sensores fornecem informações necessárias para que um software dedicado, instalado em um computador de bordo localizado na cabine da colhedora gerencie as informações e gere ao final o mapa de produtividade.


Esse software foi escrito para controlar o sistema de aquisição de dados e as informações do GPS. Este programa solicita ao operador da colhedora informar alguns dados, como por exemplo, o número da gleba, talhão e zona em que a colhedora está trabalhando, assim como permite que o mesmo insira flags de identificação de zonas com infestação de plantas daninhas, falhas na produção ou ainda canas tombadas, com um simples toque na tela, pois utiliza um monitor de 12” touch scren.


Estes dados, em conjunto com os outros acerca das características do solo, tais como textura, macro e micro nutrientes, ph, resistência à penetração e outros, permitirão um melhor gerenciamento da área, objetivando a sustentabilidade do sistema.



PIPE – O projeto, que originalmente foi tema de duas teses de doutorado na Fegari, sob a orientação do professor Paulo Graziano Magalhães, obteve agora financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), através do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE). A empresa escolhida para atuar em parceria com a Feagri foi a Enalta Soluções Tecnológicas, uma empresa de automação agrícola, com sede de São Carlos (SP). O trabalho de campo teve duas fases. Na primeira, ainda durante o doutorado, Cerri trabalhou com a Usina São João, de Araras (SP). Na segunda, considerada uma etapa de desenvolvimento comercial do protótipo, as Usinas Catanduva e São Domingos, ambas de Catanduva (SP), foram incluídas no trabalho.


Os modelos já adquiriram características comerciais e Domingos explica que todas as adaptações fazem parte de um kit que poderá ser comercializado junto ou separadamente da colhedora, já que é de fácil instalação. O custo do kit está orçado em R$ 18 mil, valor considerado acessível pelo pesquisador. “Uma colhedora custa aproximadamente R$ 750 mil e só a Usina Catanduva já investiu mais de R$ 1 milhão na compra de equipamentos de GPS”, compara. Cerri calcula que exista um potencial de venda de 70 unidades por ano, com o equipamento de série. Anualmente são comercializadas aproximadamente 250 colhedoras. “Hoje, no Brasil, apenas 40% da colheita é realizada mecanicamente. Com a lei de redução de queimadas e incentivos a utilização do palhiço como fonte de energia, esta proporção tende a aumentar rapidamente nos próximos anos”, analisou.



Variabilidade espacial – Durante a pesquisa, Cerri percebeu que os técnicos do setor não acreditavam na existência de variabilidade espacial e com os mapas foi possível mostrar que a produtividade não é uniforme e existem diferenças significativas dentro de um mesmo talhão. Segundo ele, por exemplo, dentro de uma área de 40 hectares foi encontrada uma variação de produção de 6 até 150 toneladas por hectare. “Foi possível identificar nessa área as causas da baixa produção”, alertou. Para ele, uma análise prévia de aplicação de insumos deve ser baseada não só no mapa de produtividade como também no mapa de solos. “Uma das etapas consiste em, após a identificação de uma área com baixa produtividade, proceder a uma análise do solo através de amostragem para elaboração de mapas de solo, para então fazer uma correlação entre produtividade e solo e, dessa maneira, ter informações que permitam aplicar os insumos de forma variada e não mais pela média. Isso resulta em economia de insumos e a idéia é reduzir o custo de produção e, se possível, aumentar a produtividade e a redução de poluição ambiental”, afirmou.


O projeto já despertou interesse de outras cinco usinas. Porém, o trabalho continuará sendo conduzido apenas com as usinas já mencionadas, uma vez que a equipe técnica, segundo Cerri, continua a trabalhar no desenvolvimento do protótipo.

ELEVADOR


PROBLEMA: Elevador parado



CAUSA: Bojo do elevador muito cheia.
SOLUÇÃO: Pare o elevador e retire o excesso.


CAUSA: Defeito na válvula de alivio.
SOLUÇÃO: Vistorie e ajuste a válvula de alivio.


CAUSA: Corrente do elevador muito apertada.
SOLUÇÃO: Vistorie e ajuste a corrente do elevador.


CAUSA: Taliscas do elevador pegando na estrutura.
SOLUÇÃO: Vistorie e troque as faixas de desgaste.


PROBLEMA: Elevador balançando.
CAUSA: Elevador sobrecarregado.
Solução: Reduzir a velocidade de trabalho.



PROBLEMA: O elevador não transporta os toletes.
CAUSA: Faixa de desgaste sem mais vida útil.
SOLUÇÃO: Troque as faixas de desgaste.


PROBLEMA: As taliscas estão batendo na base do elevador.
CAUSA: Corrente sem ajuste
SOLUÇÃO: Ajuste a corrente.


CAUSA: Correntes desgastadas apenas de um lado.
SOLUÇÃO: Abra a corrente e faça os dois lados terem o mesmo comprimento.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

NOVA COLHEDORA DE CANA


Nova colhedora de cana
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A nova colhedora de cana 3520 é equipada com o motor PowerTech 9.0L, projetado para uso agrícola, que oferece maior capacidade de trabalho e durabilidade. Outra vantagem para o produtor é a economia de combustível obtida com o Field Cruise, sistema eletrônico que limita e controla a rotação do motor e garante uma redução acentuada de consumo.

Os produtores de cana também vão poder conhecer no estande a versão canavieira do trator 7815, de 202 cv. Este modelo e o 7715, muito utilizados nas operações das lavouras de cana, têm a opção do eixo com bitola estendida, de 2,8 a 3 metros. O eixo estendido permite o trabalho na plantação sem pisotear a soqueira da cana, cuidado importante para preservar a produtividade da plantação.

Além do trator 7815 canavieiro, o estande apresenta uma amostra variada da linha de tratores da John Deere como os dois novos modelos 5303, de 57 cv, e 5403, de 65 cv, que vieram completar a linha de tratores financiáveis pelo programa MDA (Programa Mais Alimentos). A John Deere tem agora três diferentes modelos de 57 cv a 75 cv no programa do Governo Federal. Os tratores 6415, de 106 cv, e 6615, de 121 cv, estão expostos nas versões Classic, e cabinado e com PowrQuad.

FONTE: www.deere.com.br