terça-feira, 29 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Usinas brasileiras usam capital extremo para ganhar escala

Usinas brasileiras usam capital externo para ganhar escala
O aumento de capital estrangeiro no setor sucroalcooleiro do Brasil aumenta a competitividade do País e estimula o desenvolvimento do comércio internacional, analisam especialistas. Para o mercado, o aporte externo e as consolidações são tendências. Tanto que o último acordo firmado, no dia 10, colocou 50,79% de duas usinas da Equipav nas mãos da indiana Shree Renuka Sugars.
Para Eduardo Chaim, consultor sênior da Dextron Management Consulting, as participações devem avançar na mesma proporção em que as novas expandirem suas operações. "Como a norte-americana ADM, a britânica British Petroleum e a chinesa Noble Group", diz.
Segundo Chaim, as gigantes internacionais estão mais bem posicionadas para colocar o setor brasileiro lá fora, mostrando o Brasil como fornecedor confiável de etanol. "Com as estruturas profissionais e ferramentas de gestão mais modernas do que a maioria das empresas brasileiras, os estrangeiros deverão promover um aumento generalizado de competitividade", afirma.
Um estudo da Dextron coloca quatro dos cinco maiores grupos sucroalcooleiros atuantes no Brasil com 50% de suas operações controladas por estrangeiros. Entre eles aparecem a Cosan com a Shell; a Louis Dreyfus - que adquiriu 14 usinas brasileiras, dentre elas, a Santa Helena e a São Carlos - e a Bunge, com seis empresas brasileiras. Além disso, a Guarani deve, até o fim deste mês, concluir o processo de incorporação pela francesa Tereos.
Dados da União Nacional da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostram uma participação de capital estrangeiro no Brasil de 7% na safra 2007/2008. Já para 2010/2011 a instituição projeta para 22% o capital externo nas usinas brasileiras. "As empresas que não possuem controle estrangeiro terão dificuldade de expandir no mercado externo."
Para o Sindicato da Indústria do Álcool e da Fabricação do Açúcar de Minas Gerais (Siamig), a participação de capital internacional no setor brasileiro em 2009 era de quase 12%. A Cosan deve processar 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, segundo o consultor. Já a Louis Dreyfus, 40 milhões de toneladas; a Bunge, 16 milhões de toneladas e a Guarani, 15,8 milhões de toneladas.
Para Chaim, a possibilidade de uma gigante adquirir outra gigante é remota, mas a chance de as grandes absorverem as pequenas é mais acentuada. "A Santelisa e a Vale do Rosário já eram grandes, com a parceria ficaram ainda maiores. A possibilidade existe", pondera.
Cristiano Cabianca Ramos, diretor da consultoria Céleres, que também considera tendência o aumento de participação internacional nas usinas brasileiras, vê com bons olhos os investimentos. "Tem peso positivo nas exportações de açúcar e de etanol."
De acordo com o diretor, o País deve crescer em moagem de cana-de-açúcar nos próximos dez anos mais 300 milhões de toneladas. "Se calcularmos US$ 100 de investimento por tonelada serão US$ 30 milhões. O Brasil precisa de infraestrutura", diz.
Segundo Ramos, na safra 2009/2010, foram processados no Brasil aproximadamente 605 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Para a próxima temporada é estimada uma moagem de 664 milhões de toneladas, puxadas pela Região Centro-Sul.
A Dextron estima que apenas a região do Estado de São Paulo deve processar na safra 2010/2011 595,9 milhões de toneladas. Na safra 2009/2010, a moagem do centro-sul do País foi de 541,5 milhões de toneladas.
Para Marcos Sawaya Jank, presidente da Unica, a presença de capital externo no setor sucroenergético do País ganhou força este ano, com a aquisição do Grupo Moema pela Bunge e a chegada ao setor do maior grupo refinador de açúcar da Índia. Além da união entre Brenco e ETH, da Cosan com a Shell e da incorporação da Guarani pela Tereos.
Segundo Chaim, o Brasil conta com capital de diferentes países no setor, além das citadas anteriormente, a espanhola Abengoa e a japonesa Mitsubishi Sojitz.
De acordo com a Unica, a cana ocupa aproximadamente sete milhões de hectares ou aproximadamente 2% de toda a terra arável do País, que é o maior produtor mundial, seguido pela Índia, Tailândia e Austrália. As regiões de cultivo são sudeste, centro-oeste, sul e nordeste.
O aumento de capital estrangeiro no setor sucroalcooleiro é visto com bons olhos pelo mercado. De acordo com a Unica, a participação de capital estrangeiro no Brasil é de 22%.
Fonte: DCI
Estudo do álcoolduto deve ser concluído até o final deste mês
Duto de 570 quilômetros levará o combustível até o Guarujá.
O duto de 570 quilômetros que irá cortar a região de Ribeirão Preto e pretende escoar parte da produção de etanol da região Centro-Sul do país até o Guarujá deverá ter concluído, até o final do mês de junho, o estudo de impacto ambiental.
A partir dessas informações, caberá ao governo federal a análise e liberação das obras. Essa avaliação deve ser concluída em 180 dias, segundo a Uniduto, responsável pelo projeto.
O projeto tem como sócios grandes produtores de etanol, entre eles São Martinho, Cosan e os associados da Copersucar, e terá em Serrana um de seus quatro pontos de captação no Estado.
Na cidade, o álcoolduto estará integrado à malha ferroviária sob concessão, atualmente, da FCA (Ferrovia Centro Atlântica). Segundo a empresa, as obras do duto devem ficar prontas em 2013, quando começa a operação.
Fonte: Folha de São Paulo
Duto de 570 quilômetros levará o combustível até o Guarujá.
O duto de 570 quilômetros que irá cortar a região de Ribeirão Preto e pretende escoar parte da produção de etanol da região Centro-Sul do país até o Guarujá deverá ter concluído, até o final do mês de junho, o estudo de impacto ambiental.
A partir dessas informações, caberá ao governo federal a análise e liberação das obras. Essa avaliação deve ser concluída em 180 dias, segundo a Uniduto, responsável pelo projeto.
O projeto tem como sócios grandes produtores de etanol, entre eles São Martinho, Cosan e os associados da Copersucar, e terá em Serrana um de seus quatro pontos de captação no Estado.
Na cidade, o álcoolduto estará integrado à malha ferroviária sob concessão, atualmente, da FCA (Ferrovia Centro Atlântica). Segundo a empresa, as obras do duto devem ficar prontas em 2013, quando começa a operação.
Fonte: Folha de São Paulo
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Etanol de cana prevê entar nos EUA em 2013

Etanol de cana prevê entrar nos EUA em 2013
O etanol de cana-de-açúcar do Brasil deve ser importado pelos Estados Unidos de forma constante a partir de 2013 ou 2014, diz Plínio Nastari, presidente da consultoria brasileira Datagro. "Será quando as metas definidas pelo Padrão de Combustível Renovável [o RFS 2] começarem a exigir complementação para o produto importado", explicou Nastari.
O RFS 2 é um padrão definido pelo Estado da Califórnia que determina a utilização de combustíveis renováveis avançados, que reduzam a emissão de gases de efeito estufa em até 50%. O etanol de cana foi considerado como o melhor combustível para atender esta demanda tanto pela Califórnia como pela Agência Ambiental dos Estados Unidos, a EPA.
Hoje, o Brasil exporta etanol para os EUA de forma eventual quando surge uma janela de oportunidade criada pela queda dos preços do etanol no Brasil ou alta demasiada das cotações nos EUA. Parte desta exportação brasileira não é feita diretamente mas triangulada via os países do Caribe - que possuem subsídios - para evitar o imposto de importação norte-americano, atualmente em US$ 0,54 por galão.
"Isso será um complemento ao mercado brasileiro. Mas o grande mercado continuará sendo o doméstico", acrescentou o executivo, em um intervalo da 4ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, organizada conjuntamente pela Organização Internacional do Açúcar e a Datagro, no hotel Waldorf Astoria, em Nova York. Nastari disse que o consumo de etanol no Brasil este ano deve ser de 24 bilhões de litros
Fonte: DCI
Fonte: noticias agricolas
Moagem antecipada de cana motiva revisões de estimativas de produção

O clima mais seco e a antecipação da safra pelas usinas sucroalcooleiras em até um mês estão trazendo ao mercado projeções de moagem mais elevadas no Centro-Sul do Brasil. A consultoria Datagro divulgou ontem, durante sua conferência em Nova York feita em parceria com a Organização Internacional do Açúcar (OIA), sua nova estimativa para o ciclo 2010/11, em curso desde o início de abril no Centro-Sul.
O processamento esperado pela consultoria é de 604 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na região, o que representará 11,6% de alta em relação aos 541 milhões processados na temporada passada. A projeção é ainda maior do que as 595,89 milhões de toneladas previstas em março pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).
Foto Destaque
Em dezembro de 2009, a Datagro realizou a primeira estimativa, quando previu que a temporada 2010/11 poderia ser de até 590 milhões de toneladas de cana na região. Outra tendência verificada pela Datagro é de um mix mais alcooleiro. A consultoria prevê que a produção de etanol vai absorver 58,3% do total da cana processada, ante 57,4% da temporada 2009/10. Em março, a Unica previu um mix menor para etanol, de 56,7%.
Segundo a Datagro, a produção do biocombustível pode alcançar 28,65 bilhoes de litros no Centro-Sul - 5 bilhões a mais do que os 23,69 bilhões da temporada passada. Os números da Unica indicam uma produção menor, de 27,39 bilhões de litros. No Brasil, a consultoria estima a fabricação de 30,78 bilhões de litros de etanol.
Para a Datagro, a produção de açúcar deverá atingir 33,4 milhões de toneladas no Centro-Sul, um crescimento de 16% em relação aos 28,64 milhões de toneladas do ciclo anterior e queda de 2% em relação aos 34,09 milhões previstos pela Unica. O Brasil todo produzirá 38 milhões de toneladas, segundo a Datagro.
A consultoria prevê ainda que a cana, termos acumulados, renderá 139,2 quilos de ATR (açúcar contido na cana) por tonelada, ante os 130,25 kg da safra passada.
Fonte: Valor Econômico
Fote: www.noticiasagricolas.com.br
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