O LIVREIRO

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Crescimento do setor de cana faz trabalhadores buscarem especialização


Crescimento do setor de cana faz trabalhadores buscarem especialização
Até o fim do ano, 7.000 trabalhadores de Ribeirão Preto vão assumir novas funções.
O aquecimento do setor de cana de açúcar tem impulsionado a especialização da mão-de-obra, que não quer perder postos de trabalho devido à mecanização da colheita.

Somente na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, cerca de 7.000 trabalhadores devem assumir novas funções nas 127 usinas do Estado.

De acordo com o Sérgio Prado, representante da Única (União da Indústria de Cana de Açúcar), apesar da industrialização da lavoura, grande parte dos trabalhadores que foram substituídos por máquinas deverão suprir a carência da mão de obra em outros setores.

Ele estima ainda que, no Estado de São Paulo, pelo menos 80 mil funcionários devem ser reaproveitados em outras áreas do setor sucroalcooleiro.

É o caso de Jovenilson Lemes de Almeida, que após trabalhar durante sete anos como cortador de cana, trocou o podão por uma colhedeira e garantiu seu emprego.

A expectativa dos trabalhadores da área é que o setor continue a crescer e, por isso, muitos têm seguido os passos de Jovenilson e aprendido outras funções.

O setor deve aquecer a economia principalmente no centro-sul do Brasil, região responsável por 90% da produção de cana no país. Somente em São Paulo, a produção é de 600 milhões de toneladas de cana de açúcar por ano.

Fonte: Portal R7

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Chuva já interrompe embarque de açúcar nos portos



Fabiana Batista, de São Paulo

Os embarques de açúcar foram paralisados ontem nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR) por causa das chuvas. Estima-se que o mau tempo prejudicará a exportação diária de pelo menos 80 mil toneladas do produto nos dois portos. A condição climática deve aumentar a espera das embarcações e, consequentemente, o pagamento de "demurrage" (multa de sobre-estadia de navios). Por dia extra, cada navio gera entre US$ 15 mil e US$ 30 mil de penalidade ao embarcador, ou seja, às tradings exportadoras de açúcar.


No porto de Santos, 41 navios aguardavam ontem para carregar. Em Paranaguá, outras 14 embarcações estavam na fila. "A espera é de 32 dias", afirmou Luiz Teixeira da Silva Júnior, chefe do departamento de operações de Paranaguá.


Os exportadores também estão preocupados com os baixos níveis dos estoques dos importadores. "Abastecemos várias refinarias no mundo e sabemos que as reservas estão baixas. Se o tempo ruim se prolongar para sete a dez dias, pode haver prejuízo no destino", disse Paulo Roberto de Souza, presidente da Copersucar, maior comercializadora de açúcar e álcool do país.


Os mercados que hoje mais demandam açúcar em regime de urgência são Canadá, Arábia Saudita e o Norte da África. "As refinarias que têm o Brasil como fornecedor costumam manter estoques baixos, pois sabem que no momento em que precisarem, conseguirão produto sem dificuldades. Mas nos deparamos com uma concentração de demanda dessa magnitude e, agora, com chuvas", afirmou.


Como é feito a céu aberto, o carregamento de açúcar no navio é suspenso quando chove. "O capitão do navio interrompe o carregamento para proteger a carga, pois ao final do carregamento ele assina documento garantindo que a carga está em ordem", diz Souza.


Para se ter uma ideia do quanto os terminais de açúcar forçam seus limites para embarcar o produto, de 1 a 13 de julho, todos os terminais brasileiros embarcaram 1,1 milhão de toneladas, uma média de 86 mil toneladas por dia. Nos 31 dias de julho de 2009, foram exportadas 1,68 milhão de toneladas - 54 mil toneladas diárias, segundo a Kingsman do Brasil.


"Estamos no limite em todo o sistema logístico. As usinas carregam açúcar em caminhões 24 horas por dia, quando o normal é apenas pela manhã. As rodovias também padecem de situação extrema", disse Souza. Segundo a Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR), que tem foco em cargas do agronegócio, faltam caminhões para levar açúcar das regiões produtoras até Santos. "Precisaríamos de 20% a 25% mais caminhões para atender toda a necessidade açucareira. Por conta dessa concentração, desde junho os fretes aumentaram 10%", diz Rogério Martins, diretor da ATR.
Fonte: valor economico

Adesão ao crédito para estocagem de etanol deve ser maior este ano



Linha de financiamento do BNDES é de R$ 2,4 bilhões e já está aprovada desde o início do mêsMariane De Luca | São Paulo (SP)
A adesão ao crédito para estocagem de etanol deve ser maior este ano. A previsão é da União das Indústrias de Cana-de-açúcar. A linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), R$ de 2,4 bilhões, já está aprovada desde o início do mês, mas só agora deve começar a chegar às usinas.

Não é de hoje que as usinas pedem ajuda ao governo para estocar etanol durante a safra e vender na entressafra. As indústrias explicam que só assim conseguem driblar o “sobe e desce” dos preços.

Com este objetivo, no ano passado, o setor negociou com o governo a criação de uma linha de crédito para a estocagem. Mas de acordo com o BNDES menos de 10% disso foi emprestado. As empresas não ficaram satisfeitas com as regras do financiamento. Além disso, muitas usinas estavam endividadas e não conseguiram aprovação na hora de tomar o empréstimo.

O governo está repetindo a medida este ano. Vai disponibilizar pelo BNDES R$ 2,4 bilhões a juros mais baixos. De 11,25%, a taxa passou para 9% ao ano.

A linha está aprovada há quase 15 dias, mas ainda não chegou de fato às usinas por confusões de regras do próprio BNDES. A principio, o crédito seria destinado só a empresas nacionais, já que a lei brasileira não permite que bancos estatais emprestem dinheiro para capital de giro a empresas estrangeiras. Depois de um vai-vem de avisos e circulares publicadas pelo banco, a questão foi esclarecida nesta terça-feira.

Em nota, o BNDES explicou que, no caso do etanol, estocagem é considerada investimento e não capital de giro. Por isso, o empréstimo está disponível para empresas com capital de qualquer origem. O presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar, Marcos Jank, disse que a questão da linha de credito já está resolvida. Mas pediu rapidez na liberação dos recursos para as usinas.



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Brasil e UE firmam acordos nas áreas de aviação e bioenergia



Avanços esperados nas negociações comerciais ainda não ocorreram Maíra Gatto | Brasília (DF)

Acordos nas áreas de aviação e bioenergia foram firmados nesta quarta, dia 14, em Brasília na quarta edição do Encontro Empresarial entre Brasil e União Européia. Os avanços esperados nas negociações comerciais ainda não ocorreram.

Duas parcerias tratam de questões ligadas a aviação civil. O número de vôos comerciais entre os dois continentes deve aumentar. Além disso, os acordos vão promover a troca de tecnologias e equipamentos. Uma terceira negociação envolve ainda Moçambique e trata de investimentos em bioenergia.

— Os avanços na área energética, os acordo de aviação vão abrir os céus da Europa para os produtos brasileiros. Isso vai permitir que usemos a experiência brasileira nessa área para produzir bioenergia em acordo com o meio ambiente — disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Empresários e representantes dos governos de países europeus e do Brasil estiveram reunidos ao longo do dia e também discutiram as possibilidades de novas parcerias comerciais, a relação com o meio ambiente e questões tributárias.

Os debates sobre a criação de um acordo comercial específico entre o Mercosul e a União Europeia não tiveram grandes avanços. Lula se comprometeu em investir na relação nos seus últimos meses de governo, porém os europeus deixaram claro que só aceitarão uma proposta que não cause prejuízo aos agricultores do bloco.

— É preciso que ambas as partes vejam vantagens, esperamos que o Mercosul avance com ofertas que sejam do nosso interesse — avaliou o presidente da Comissão Europeia, José Manoel Durão Barroso.

O que Brasil pode oferecer são produtos baratos e de qualidade e sem subsídios. O acordo é possível e tenho compromisso de nesses cinco meses tentar conversar com os franceses para sairmos com um resultado.



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